quinta-feira, 3 de outubro de 2013

"Quando o Homem beijou a lua" - José Jorge Letria


Atividade no âmbito do PNL, em parceria com as Profs. de CFQ do 7º ano

Divulgação do fundo documental da BE José Saramago sobre Astronomia aos alunos do 7º Ano.

Revisitar o fundo documental da BE sobre Astronomia foi o mote para uma atividade no âmbito do PNL, realizada de 23 a 30 de setembro.
Foram escolhidas as 8 turmas do 7º Ano, uma vez que estes alunos irão estudar esta temática, durante o 1º Período, na disciplina de Ciências Físico-químicas.
Como motivação, foi apresentado e lido o interessantíssimo conto de José Jorge Letria “Quando o homem beijou a lua”, acompanhado das ilustrações de Carla Nazareth.
Após a leitura, foram analisados alguns factos históricos, referidos no conto de J.J Letria, sobre o sonho tornado realidade da chegada do homem à Lua em 20 de Julho de 1969.
Foram também feitas considerações sobre a influência da Lua na Terra através da sabedoria popular, verificada em diversos provérbios, bem como a sedução e a magia que a lua tem transmitido aos poetas e escritores, ao longo dos séculos, refletidas nas obras literárias.
Para exemplificar, foram apresentados alguns provérbios, poemas e livros do fundo documental de Literatura.
 Foi ainda feita uma reflexão sobre os atributos do texto literário em contraste com o texto não literário dos livros científicos e de informação utilizados pelos alunos no estudo de Astronomia.
Os alunos puderam folhear e apreciar algumas obras do fundo documental de Astronomia e que estarão disponíveis na biblioteca escolar.
Os alunos mostraram curiosidade pelo tema apresentado e foram recetivos.



terça-feira, 1 de outubro de 2013

José Rodrigues dos Santos - A filha do Capitão


Jornalista e professor universitário. Trabalha na RTP, onde apresenta telejornais. Coimo repórter, fez a cobertura de algumas guerras mediáticas: Angola, Timor Leste, África do Sul, Israel/ Palestina, Iraque, Bósnia, Sérvia, Geórgia, Líbano e Líbia. Recebeu vários prémios enquanto jornalista, através da CNN e do Clube Português de Imprensa. José Rodrigues dos Santos ensina jornalismo na Universidade Nova de Lisboa e tem um doutoramento em Reportagem de Guerra.

José Rodrigues dos Santos é jornalista e escritor. Já alcançou o sucesso, não apenas por ser a figura que todos conhecemos da TV e da apresentação dos telejornais, e das reportagens em cenários de guerra, mas também pelos livros que tem escrito: “A Fórmula de Deus” e “O Último Segredo”, “Codex 632”, “O enigma de Einstein”, “O sétimo selo”, “A ira de Deus”, ou “A mão do Diabo”, entre outros.

Há quem o compare a Umberto Eco e Dan Brown. As vendas dos seus livros têm vindo a bater todos os recordes, quer em língua portuguesa, quer noutras línguas (20), em que têm vindo a ser traduzidos.


“A FILHA DO CAPITÃO”
 
"O capitão Afonso Brandão mudou a sua vida quase sem o saber, numa fria noite de boleto, ao prender o seu olhar numa bela francesa de olhos verdes e voz de mel. O oficial comandava uma companhia da Brigada do Minho e estava havia apenas dois meses nas trincheiras da Flandres quando, durante o período de descanso, decidiu ir pernoitar a um castelo perto de Armentières. Conheceu aí uma deslumbrante baronesa e entre eles nasceu uma atração irresistível."
 
«José Rodrigues dos Santos traça-nos um ilustre repertório de factos e acontecimentos relativos à participação portuguesa na 1.ª Guerra Mundial, sob a égide de uma grande paixão em tempo de guerra. Seiscentas páginas de pura homenagem a soldados que, ao lado do oficial do exército português – capitão Afonso Brandão –, lutaram nas trincheiras da Flandres.


(…) O capitão Afonso Brandão é a figura central do romance, filho de gente humilde e nascido nas cercanias de Rio Maior, num meio pobre e rural, que teve a oportunidade que muitos da sua geração e do seu meio não tiveram: estudou para padre, apesar de mais tarde ter sido expulso, seguindo os estudos e preparação para oficial do Exército, carreira que se revelou mais positiva para Afonso do que a da batina.

Enquanto esta personagem nos é apresentada, o leitor vive e respira o Portugal de finais do século XIX e princípios do século XX, desde a ruralidade e pobreza do interior marcadas pela forte influência da religião católica, aos novos acontecimentos que Lisboa vê surgir como o primeiro automóvel, o primeiro cinematógrafo ou, a equipa de futebol que nasceu numa farmácia: o Sport Lisboa e Benfica.


A vida de Afonso Brandão irá mudar radicalmente à luz de um incidente em Serajevo que ganha proporções avassaladoras, tornando-se a ignição para a 1.ª Guerra Mundial.


Em poucas semanas toda a Europa se encontra dividida entre dois blocos beligerantes. Portugal juntar-se-á mais tarde aos chamados Aliados, liderados pela França e Grã-Bretanha, altura em que Afonso Brandão será chamado a participar diretamente na ação, integrado no Corpo Expedicionário Português (CEP), enviado para a Flandres por um Governo sequioso de reconhecimento internacional, na sequência da traumatizante revolução republicana.
Paralelamente às vivências de Afonso, José Rodrigues dos Santos dá-nos a conhecer Agnés Chevallier que habita paragens infinitamente mais distantes para os horizontes portugueses: vive uma vida folgada, num lar feliz onde é mimada e onde lhe é dada a oportunidade de estudar medicina na Sorbonne parisiense.
Neste paralelismo estabelecido entre as personagens principais, surge um ‘Portugal profundo que contrasta com a ânsia por novas descobertas na capital lisboeta e que revela uma oposição ainda maior com o glamour vitícola da região de Bordéus, onde a infância da figura feminina decorre na humildade e na graciosidade digna de uma grande heroína, que para além de bela, possui também uma educação refinada pelas viagens à capital francesa’.
‘Dois ambientes distintos propícios a influenciar as duas personagens principais, mas que não contribuem para o afastamento uma da outra. O rol de acontecimentos históricos mistura-se por isso com a ficção romanesca, com a intriga amorosa contida pela graciosidade de um amor quase impossível que tudo suporta em tempos de guerra’.
 
A paixão surge sob auspícios trágicos de um Pedro e Inês, num cenário de desolação, em que um rude golpe na ofensiva aliada em La Lys, onde se encontrava a Brigada do Alto Minho dirigida por Afonso, irá separar os dois amantes.

‘É um momento anunciado desde o início da obra, pelo que não constitui surpresa. Pode-se dizer que há o antes e o depois. Sendo o primeiro, apesar de ricamente adornado e recheado, um momentum preparatório. Quanto ao depois, será melhor o leitor descobrir por si próprio’.

(…) Os detalhes históricos do país, o ambiente nas trincheiras colocam-nos lado a lado com as personagens, vivendo com elas as mesmas emoções (quase!) trágico-queirosianas, porém um pouco mais rebuscadas e menos coerentes que as do génio português.

"Um texto com substância histórica e rica em realismo que nos fazem render à escrita suave, agradável e envolvente deste escritor", afirma Alexandra Gomes.

Webgrafia:
 
 

Outubro - Mês Internacional das Bibliotecas

Nada melhor para começar a comemoração do mês internacional das Bibliotecas, do que com um poema.
Entretanto estejam atentos porque teremos mais novidades para partilhar.


"Leite, leitura
letras, literatura,
tudo o que passa,
tudo o que dura
tudo o que duramente passa
tudo o que passageiramente dura
tudo, tudo, tudo
não passa de caricatura
de você, minha amargura
de ver que viver não tem cura."
 
Paulo Leminski

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Chegou o Outono

Chegou finalmente o Outono e já com saudades, fomos brindados pela sempre agradável chuva, que sem cair em demasia, tanto nos sacia, do quente verão que tivemos. Para celebrar a data a equipa das Bibliotecas escolares, escolheu o seguinte poema. Feliz dia de Outono para todos!


Melancolia de Outono

E se eu fosse um pinguinho de chuva
a cair, devagar, na tua pele?
Receber-me-ias de braços abertos, cabeça levantada
de olhos sorridentes e sorriso largo?
Ou, abrigar-te-ias de mim
como quem foge da tempestade, da intempérie
Ou da tormenta que se avizinha?
Um chuvisco... eu...
Uma gotinha de água, apenas e só...
Como gostava de ser pingo de chuva,
Apanhar-te de surpresa e sem tempo para te abrigares.
Como gostava de ser pingo de chuva,
Sem saberes que era eu!
Pensarias apenas: "É Outono! Vai chover!"
E eu... eu, derreter-me-ia feliz incendiada pelo toque no teu corpo.

Anónimo, in: Sem Sinal

domingo, 22 de setembro de 2013

Receção aos alunos



A equipa de Professores Bibliotecárias deu as boas-vindas aos alunos e Pais/EE do Agrupamento, abrindo as portas das bibliotecas escolares para uma apresentação inicial dos seus espaços e serviços que vão ser, certamente, uma mais-valia para os seus utilizadores, ao longo do novo ano letivo.

Nos dias 13 e 16 de setembro, as Professoras Bibliotecárias, Odete Costa, Isabel Costa e Paula Sousa estiveram distribuídas pelas BE Madalena Sotto e BE José Saramago  dando as boas-vindas aos alunos, diretores de turma e muitos pais/EE que visitaram as BE, reforçando o seu papel no apoio ao sucesso escolar e pessoal dos alunos e incentivando a colaboração dos encarregados de educação na promoção do livro e da leitura, tão importantes no desenvolvimento de capacidades e aprendizagens dos nossos jovens. Fica, aqui, um pequeno vídeo para memória futura.



Dia do 𝝅

  Dia do 𝝅 (Pi) Dia 14 de março celebra-se o dia do Pi, matematicamente vale 3,14159.... No nosso agrupamento foi feito o convite a toda a ...