quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Dia de Halloween



Livro de Heath McKenzie
 
Hoje é a noite
Quando as folhas mortas voar
Como bruxas em switches
Através do céu,
Quando elfo e duende
Flit durante a noite
Em um brilho moony.

Hoje é a noite
Quando as folhas fazer um som
Como um gnomo em sua casa
Sob o solo,
Quando fantasmas e trolls
Deslocamento para fora de buracos
Mossy e verde.

Hoje é a noite
Quando abóboras olhar
Através de polias e as folhas
Em toda parte,
Quando ghouls e fantasmas
E de acolhimento goblin
Dançar em volta de sua rainha.
É Halloween.


Harry Behn

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Halloween na BEMS

"Há uma grande magia (...) desde a aurora dos tempos".
(C. S. Lewis)

"Grandes abóboras ocas iluminadas por dentro; esqueletos e figuras medonhas encapuzadas; risadas de gelar o sangue nas veias e um refrão obsessivo: "doçura ou travessura"? Tudo isto faz parte do Dia das Bruxas, uma moda, uma festa, um novo costume que se tem imposto nos últimos anos, graças à força persuasora do cinema e da televisão, depois do trabalho pioneiro da banda desenhada. O Halloween, ou festa do Dia das Bruxas, até já entrou no mundo da escola, pois não são poucos os estabelecimentos escolares, desde o ensino básico ao superior, em que os docentes fazem festa juntamente com os alunos, com jogos e desenhos." (in: A noite das bruxas, história da festa de Halloween, de Gulisano, Paolo e O'Neill, Brid - Existe no fundo documental da BEJS para ser requisitado por qualquer aluno do agrupamento).


À BE Madalena Sotto também já chegou o Halloween...

Mas será que há Bruxas ????


 

domingo, 27 de outubro de 2013

Obrigada JI de Madaíl


São estes feedbacks que nos dão ânimo para continuar...
Este foi-nos enviado pela colega Fernanda Pinho sobre a atividade do Dia Mundial da Alimentação no Jardim de Infância de Madaíl, a quem queremos muito agradecer.
O Mail enviado pela Fernanda:
"O registo da história  foi feito por uma criança (o ... com 5 anos de idade).
A vossa história e o tomateiro com tomates pequeninos foram como uma magia para duas crianças que não gostavam de tomate e pela 1ª vez começaram a experimentar o sabor do tomate e disseram que era bom. Gostamos muito da vossa visita  e da iniciativa."
Sem margem para dúvidas que a nossa mensagem foi transmitida.
:D
 Fica o compromisso de voltarmos oportunamente. Obrigada pelo vosso carinho.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O halloween chegou à BEJS




Na José Saramago chegou o Halloween
Com esqueletos, morcegos e vampirinhas
O livro dos feitiços ainda não chegou ao fim
E nas vassouras, vêm as bruxinhas...





     A 31 de Outubro, celebra-se o Halloween, tradição de origem Celta que perdurou ao longo dos séculos e hoje é festejado em todo o mundo. A Biblioteca José Saramago (Escola Bento Carqueja) não é exceção. O Halloween em força trazendo consigo bruxas, bruxinhas e esqueletos. A palavra “Halloween” é originária do inglês, onde é a contração de duas palavras: “hallowed” - santo e o final "e'en" - noite, ou "All Hallow Eve", que significa “Noite de Todos os Santos”. É comemorada no dia 31 de Outubro.

     Tem origem há centenas de anos atrás, onde é hoje a Grã Bretanha e o norte da França. Lá viviam os celtas. Os celtas comemoravam o Halloween. Eles tinham uma religião chamada Wicca. Os sacerdotes wiccas eram chamados druidas. Os wiccas acreditam que A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de toda criação.

     É associada aos mistérios da Lua, da intuição, da noite, da escuridão e da recetividade. A Deusa mostra-se com três faces:
a Virgem, a Mãe e a Velha Sábia (relacionada à bruxa, na imaginação popular).       
 
 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

... Oscar Wilde

O Fantasma de Canterville de Oscar Wilde
 
 


Oscar Wilde, o notável mestre que influenciou Samuel Becket, autor de "Waiting for Godot", nasceu em Dublin a 16 de Outubro de 1854 e morreu em Paris a 30 de Novembro de 1900. Durante os seus 46 anos publicou algumas histórias, contos /novelas, drama e ficção. O seu único romance, "O Retrato de Dorian Grey", foi escrito em 1890 e, hoje, mais de um século volvido, continua a ser um romance bastante estudado nas escolas do mundo inteiro.

Tanto em "O Retrato de Dorian Grey", como nas suas restantes obras nota-se a influência de Platão, Aristóteles, Dante, Shakespeare, Victor Hugo e Honoré de Balzac, todos eles escritores de renome e cujos trabalhos em muito contribuíram para o desenvolvimento das correntes literárias atuais.
Importa referir que Oscar Wilde não foge à regra dos escritores do séc. XIX, enfatizando o culto pela Beleza ou pelo Belo como valor absoluto  pela Arte. As personagens femininas surgem, por norma, e tal como a época as retrata, como seres fúteis, superficiais, ceráficas e de uma frieza tão contundente que as torna incapazes de nutrirem ou sentirem qualquer tipo de afetividade. Apenas "Virgínia" (a ainda não mulher do conto "O Fantasma de Canterville") contrapõe esta norma, personificando uma personagem-anjo: um anjo libertador, redentor, dotado de sentimentos como a compreensão, a tolerância e o amor.

Este conto, ao qual estamos particularmente a dar mais ênfase, sobretudo, porque os alunos do 9º ano o estão a analisar na disciplina de Português, promove o Amor e a Solidariedade como principais linhas de conduta, recorrendo à ironia e à critica da alta sociedade britânica, detentora de rígidos princípios sociais e morais.

O enfoque (lightmotif) do enredo prende-se no "snobery and pride" pela genealogia, pelos valores éticos, pela moral típica da aristocracia britânica  por contraponto com a sociedade rica americana, muito pragmática, desenraizada e desprovida de medos e crendices.

A Biblioteca Escolar, através das professoras bibliotecárias, está a proceder à contextualização histórica e social desta obra literária, em parceria com as docentes de Português do 9º ano, realizando para o efeito palestras para todas as turmas.
 
 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

"Português sem mestre" -



José Sobral de Almada Negreiros, nasceu em 1893 em S. Tomé e Príncipe, país natal da sua mãe. Veio para Portugal com a família, mas mudou-se para França em 1919 e Espanha em 1927. Morreu em 1970, em Lisboa, devido a uma paragem cardíaca. Fato curioso é que Almada Negreiros faleceu no mesmo quarto do Hospital de São Luís dos Franceses, no qual morreu o seu amigo Fernando Pessoa, em 1935.
Símbolo da arte moderna portuguesa, favorito e amigo de Fernando Pessoa, desenhador, caricaturista- humorista poeta, dramaturgo, escritor, pintor e escultor, ocupa uma posição central na primeira geração de modernistas portugueses sendo uma figura importante no panorama artístico português do séc. XX
Autodidata, aguerrido e polémico cedo se destacou pela sua escrita interventiva ou literária, tendo um papel muito importante na primeira vanguarda modernista, estando ligado à revista Orpheu.

O Día de la Hispanidad na BEMS



Entre os dias 14 e 18 de outubro, a biblioteca escolar Madalena Sotto acolheu uma exposição dedicada ao Día de la Hispanidad, organizada e dinamizada pelos alunos de Espanhol do agrupamento e a professora Carmen Resende.

Exposição na BEMS



12 de outubro é, pois, uma dia especial para a comunidade hispano-americana, já que assinala a data da descoberta da América por Cristóvão Colombo. Tal achado foi fundamental para “nuestros hermanos”, que iniciaram, assim, um período de expansão linguística, cultural e económica no continente americano.
Para comemorar a data, os alunos de Espanhol realizaram trabalhos sobre os países de língua oficial espanhola, as Comunidades Autónomas espanholas e outras curiosidades do mundo hispano. A exposição contou ainda com a inclusão de alguns artigos representativos do mundo hispano, como são os leques, os livros, as castanholas, o xaile, entre outros. 

Exposición en la BEMS señala el Día de la Hispanidad
Entre los días 14 y 18 de octubre, la biblioteca escolar Madalena Sotto acogió una exposición dedicada al Día de la Hispanidad, organizada y dinamizada por los alumnos de Español del agrupamiento y la profesora Carmen Resende.
El 12 de octubre es, de hecho, un día especial para la comunidad hispanoamericana, puesto que señala la descubierta de América por Cristóbal Colón. Dicho hallazgo fue fundamental para nuestros hermanos, que empezaron así un periodo de expansión lingüística, cultural y económica.
Para conmemorar la fecha, los alumnos de Español realizaron trabajos sobre los países de lengua oficial española, las Comunidades autónomas españolas y otras curiosidades del mundo hispano. La exposición contó también con la inclusión de algunos objetos representativos del mundo hispano, como son los abanicos, los libros, las castañuelas, el mantoncillo, entre otros.



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Artes e Ofícios na BEJS


VISITA DOS ALUNOS DO CURSO VOCACIONAL ARTES E OFÍCIOS

À BE

A BE José Saramago (EB Bento Carqueja) recebeu a turma do curso vocacional Artes e Ofícios nos dias 17 e 18 de outubro (metade da turma em cada dia) durante as aulas de Apoio ao Estudo com a Professora Manuela Borges.
Após algumas considerações sobre os serviços da BE e, dado que a BE se associou às Comemorações do Dia Mundial da Alimentação, a PB Odete Costa leu os livros Salada de flores de Fernanda Botelho e O dia em que a barriga rebentou de José Fanha com o objetivo de motivar os alunos para uma alimentação saudável.
Com o intuito de promover o livro e a leitura, foram apresentados livros de várias temáticas e de literatura juvenil. Os alunos puderam folhear e apreciar os livros expostos. Alguns destes livros despertaram uma maior atenção dos alunos, tendo alguns alunos manifestado vontade de ler em voz alta para os próprios colegas.
Foram momentos bem passados e o diálogo expressivo. Ficou combinado a repetição destes encontros e a professora levar livros para a sala de aula, ao longo do ano letivo, para que os alunos criem hábitos de leitura.



O livro e as sementes foram aos Jardins de Infância

COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO

(16 de Outubro)

Para as crianças da Educação Pré-escolar, as Professores Bibliotecárias levaram a leitura do livro  
“ Não gosto de salada de Tony Ross que as divertiu e sensibilizou para a importância da salada na alimentação e os seus benefícios para a saúde de toda a família.  
 A presença das Professoras Clementina Fernandes e Marisa Carvas, representantes do Programa Eco-escolas, foram fundamentais. Através do diálogo animado com as crianças, reforçaram a importância de uma alimentação saudável e encantaram-nas com a experiência animada da plantação de sementes de plantas aromáticas para uso culinário, as quais servem para a redução do consumo de sal na confeção dos refeições.
Dada a coincidência com outras atividades já programadas, a sessão para o J.I. de Madail foi agendada para 23 de outubro.
Foi muito interessante observar a atenção dos presentes durante a leitura do conto e ver a participação atenta, interessada e ativa dos alunos e crianças presentes nas sessões. Estamos convictas que  em Madail a recetividade da atividade será igualmente positiva e interativa.

O livro foi às salas do 6º Ano

COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO

(16 de Outubro)


A Biblioteca Escolar associou-se às Comemorações do Dia Mundial da Alimentação em parceria com o Grupo Disciplinar de Ciências Naturais (6º Ano) e o Programa Eco-escolas.  
Deste modo, organizou um calendário de atividades que envolveram todas as turmas do 6º Ano (EB Bento Carqueja) e crianças da Educação Pré-escolar dos Jardins de Infância de Ul, OAZ nº 4 e  Madaíl durante a semana de 14 a 18 de outubro. As PB, Odete Costa, Isabel Costa e Paula Sousa levaram até à sala de aula de CN das turmas do 6º Ano a leitura do conto Salada de flores de Fernanda Botelho e apresentaram as ilustrações de Sara Simões.
 
Neste conto é valorizada a agricultura biológica, evidencia a importância das plantas aromáticas na culinária e na saúde, e a preservação de um ambiente mais sustentável.

A escolha deste conto teve em atenção a articulação com o conteúdo programático que está a ser desenvolvido nesta disciplina que é precisamente a alimentação e a criação de hábitos alimentares saudáveis. As docentes de CN foram complementando com alguns dados referidos no livro, tendo os alunos participado num diálogo animado e interessado. Aos alunos despertou-se a curiosidade por coisas tão simples, como as saladas de frutos e  flores comestíveis, pelas gelatinas com sabor a cidreira, ou pelos bolos de alfarroba parecidos  aos de chocolate, mas sem chocolate e sem a adição de açúcar.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Dia Mundial para a Erradicação da pobreza

No dia Mundial para a Erradicação da Pobreza, a Biblioteca do Agrupamento Soares Basto, lembrou-se deste magnífico poema. Mais do nunca, atual, este poema chama a atenção para os senhores poderosos "vendilhões do templo"que sabem o que fazem e que nada fazem para que a pobreza, a fome, a miséria seja de uma vez por todas erradicada. Que Deus lhes perdoe, por saberem o que estão a fazer e que o verde escolhido para este poema nos encha de esperança num amanhã melhor.
 
 
 
 
As pessoas sensíveis
Sophia de Mello Breyner Andresen
(Livro sexto)
 
 
 
As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas


O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra


"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o pão."


Ó vendilhões do templo
Ó constructores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito


Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.



 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

16 de Outubro

Dia mundial da Alimentação
 

Ficam algumas sugestões fáceis e giras para vocês (alunos) mimarem os pais / encarregados de educação, hoje como forma de comemorar o dia mundial da alimentação.
 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

As Turmas CEF vão à Biblioteca José Saramago


A BIBLIOTECA ESCOLAR FOI À SALA DE AULA

8 e 9 de outubro de 2013

Com o objetivo de promover o livro e dar as boas vindas aos alunos das turmas CEF A e B, a Biblioteca Escolar José Saramago  (EB Bento Carqueja) levou até à sala de aula de Português um conjunto de livros de literatura juvenil, que os alunos puderam apreciar e dar nota das suas preferências e sugestões.
Após o preenchimento de um breve questionário às suas leituras, a Professora Bibliotecária Odete Costa apresentou e sugeriu vários livros de temas variados e reforçou a importância da criação de hábitos de leitura e frequentes visitas à Biblioteca Escolar.


Os alunos puderam folhear os livros propostos e trocar comentários sobre os mesmos.
Ainda houve tempo para a leitura do livro “O ponto” de Peter H. Reynolds, aproveitando-se o tema para realçar o empenho na concretização dos projetos de cada um.

 Os alunos foram recetivos, participaram e no final das sessões mostraram o seu agrado.

 Alguns alunos fizeram a requisição domiciliária de livros propostos. 


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

As turmas de 5º ano vão à biblioteca


APRESENTAÇÃO DA BIBLIOTECA ESCOLAR AOS ALUNOS DO 5º ANO
Biblioteca José Saramago (na Esc. Bento Carqueja)

Decorreu na Biblioteca José Saramago (EB Bento Carqueja), de 26 de Setembro a 10 de Outubro, a apresentação da Biblioteca Escolar (BE) aos alunos do 5º Ano (8 turmas) em sessões de 90 minutos.
Após algumas considerações sobre o espaço e os serviços prestados aos utilizadores, os alunos puderam apreciar alguns dos livros de literatura juvenil do fundo documental da BE.
Através de um diálogo animado com a PB Odete Costa, os alunos falaram das suas leituras e dos livros preferidos.

A PB presenteou a assistência com a leitura dos livros “ O livro que voa” de Pierre Laury e Rébecca Dautremer e “ Leónia devora livros de Laurence Herbert e Frédéric du Bus.


No final das sessões, foram efetuadas várias requisições domiciliárias de alguns dos livros apresentados.

Os alunos mostraram o seu agrado pelos momentos passados na BE e prometeram, (veremos!,) voltar em breve.  Caso não voltem e , por consequência, não os voltarmos a ver fazer nossas requisições e /ou entusiasmados com o que leram anteriormente,  voltaremos a insistir na importância da leitura como principal porto de abrigo contra a ignorância, abordando-os de uma outra forma.
 O nosso obrigada, Também,  aos  vários professores que connosco decidiram colaborar. :D)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Prémio Nobel da Literatura 2013 - Alice Munro

Alice Munro, uma das grandes escritoras contemporâneas.
 
Vencedora do Man Booker Prize em 2009 pela totalidade da sua obra, a autora canadiana de 82 anos acaba de ser galardoada com o prémio máximo das letras - O Nobel da Literatura.
Nascida Alice Ann Laidlaw, a 10 de julho de 1931 em Wingham, Ontario, no Canadá, é conhecida por uma obra de ficção que vai buscar às raizes da sua terra natal a grande fonte de inspiração, nomeadamente em Huron County, onde decorre a ação de muitas das suas novela. Os seus romances e contos exploram as complexidades humanas através de narrativas aparentemente simples.
Três vezes vencedora do Prémio Governador Geral do Canadá para Ficção, Alice Munro já foi classificada.
como o "Chekhov" canadiano. É considerada mundialmente uma das grandes
escritoras contemporâneas. A sua obra lida com o amor e o trabalho, e o
falhanço de ambos, numa obsessão.
Muito evidente nas suas histórias é o tema do envelhecimento, e o dilema da rapariga rural que vê a idade aumentar e a relação com a sua família e a pequena cidade onde cresceu manter-se inalterável.
A sua prosa revela com ironia e seriedade, a um tempo, as ambiguidades da vida, colocando o fantástico ao lado do mundano, do dia a dia mais comum, que tem vinda a criar uma empatia crescente entre críticos leitores.
Livros publicados em Portugal de Alice Munro:
 
"Amada Vida" (Relógio d'Água,2013)
"O Progresso do Amor" (Relógio d'Água, 2011)
"O Amor de uma Boa Mulher" (Relógio d'Água, 2008)
"Fugas" (Relógio d'Água, sem data)
"A Vista de Castel Rock" (Relógio d'Água, sem data).
 
Por muito pese e que nos custe dizer, que ficaríamos muito mais felizes se este prémio fosse entregue ao nosso escritor Português, gostaríamos de homenagear a eleita e congratulá-la com muitos mais sucessos.
 
In:http://expresso.sapo.pt/alice-munro-uma-das-grandes-escritoras-contemporaneas=f834949

terça-feira, 8 de outubro de 2013

"Aconteceu-me" - por Almada Negreiros

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=5y7Y3Y4Q7RA








ACONTECEU-ME

Eu vinha de comprar fósforos
e uns olhos de mulher feita
olhos de menos idade que a sua
não deixavam acender-me o cigarro.
Eu era eureka para aqueles olhos.
Entre mim e ela passava gente como se não passasse
e ela não podia ficar parada
nem eu vê-la sumir-se.
Retive a sua silhueta
para não perder-me daqueles olhos que me levavam espetado
E eu tenho visto olhos !Mas nenhuns que me vissem
nenhuns para quem eu fosse um achado existir
para quem eu lhes acertasse lá na sua ideia
olhos como agulhas de despertar
como íman de atrair-me vivo
olhos para mim!
Quando havia mais luz
a luz tornava-me quase real o seu corpo
e apagavam-se-me os seus olhos
o mistério suspenso por um cabelo
pelo hábito deste real injusto
tinha de pôr mais distância entre ela e mim
para acender outra vez aqueles olhos
que talvez não fossem como eu os vi
e ainda que o não fossem, que importa?
Vi o mistério!
Obrigado a ti mulher que não conheço.

Almada Negreiros

Prémio Nobel da Literatura 2013

Ainda sem data definida, o Prémio Nobel mais cobiçado da Academia Sueca conta, este ano, com a proposta de
mais um nome Português que muito nos envaidece.
Detentor de uma escrita de leitura densa, o autor de "Os cus de Judas" e "Sôbolos rios que vão", faz-nos parar no tempo e recuar ao (supostamente terminado), período burguês de valores tradicionais enraizados, onde se conflituam famílias disfuncionais e vidas labirínticas.
A António Lobo Antunes, a Biblioteca José Saramago (também ele Prémio Nobel da Literatura)  e restantes bibliotecas do Agrupamento Soares Basto, deseja os mais sinceros e grandiosos votos. Que voltaremos a sair vencedores, porque este é, indubitavelmente, um prémio que nos enche de orgulho e vontade de vencer enquanto Professores, alunos, leitores, "António Lobistas" e Portugueses em geral.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Autor do mês de outubro - José de Almada Negreiros


Comemoração do centenário do nascimento de
José Sobral de Almada Negreiros
Proposto pelos docentes do nosso Agrupamento, o nosso autor do mês é, podemos considerar, bastante versátil, pois notabilizou-se em várias áreas da cultura Portuguesa. Autor de uma escrita modernista, interventiva, polémica e dinâmica, José de Almada Negreiros, pertenceu ao grupo ligado à "Revista Orpheu" e assumiu um papel fulcral na corrente futurista em Portugal, conjuntamente com Santa Rita Pintor, Amadeu de Sousa Cardoso, Mário de Sá Carneiro e Fernando Pessoa. A sua obra mais conhecida, é sem dúvida alguma o famoso "Manifesto Anti- Dantas e por extenso", o qual é maravilhosamente declamado pelo nosso saudoso Mário Viegas.
Este ano comemora-se 120 anos do  nascimento de Almada Negreiros e tanto o Agrupamento Soares Basto, como os CTT quiseram homenagear o escritor, pintor, dramaturgo, nesta efeméride.
As professoras Bibliotecárias e a sua equipa, entretanto, postarão novidades sobre este escritor, no mês  em que também se comemora o "mês Internacional das Bibliotecas".

"Quando o Homem beijou a lua" - José Jorge Letria


Atividade no âmbito do PNL, em parceria com as Profs. de CFQ do 7º ano

Divulgação do fundo documental da BE José Saramago sobre Astronomia aos alunos do 7º Ano.

Revisitar o fundo documental da BE sobre Astronomia foi o mote para uma atividade no âmbito do PNL, realizada de 23 a 30 de setembro.
Foram escolhidas as 8 turmas do 7º Ano, uma vez que estes alunos irão estudar esta temática, durante o 1º Período, na disciplina de Ciências Físico-químicas.
Como motivação, foi apresentado e lido o interessantíssimo conto de José Jorge Letria “Quando o homem beijou a lua”, acompanhado das ilustrações de Carla Nazareth.
Após a leitura, foram analisados alguns factos históricos, referidos no conto de J.J Letria, sobre o sonho tornado realidade da chegada do homem à Lua em 20 de Julho de 1969.
Foram também feitas considerações sobre a influência da Lua na Terra através da sabedoria popular, verificada em diversos provérbios, bem como a sedução e a magia que a lua tem transmitido aos poetas e escritores, ao longo dos séculos, refletidas nas obras literárias.
Para exemplificar, foram apresentados alguns provérbios, poemas e livros do fundo documental de Literatura.
 Foi ainda feita uma reflexão sobre os atributos do texto literário em contraste com o texto não literário dos livros científicos e de informação utilizados pelos alunos no estudo de Astronomia.
Os alunos puderam folhear e apreciar algumas obras do fundo documental de Astronomia e que estarão disponíveis na biblioteca escolar.
Os alunos mostraram curiosidade pelo tema apresentado e foram recetivos.



terça-feira, 1 de outubro de 2013

José Rodrigues dos Santos - A filha do Capitão


Jornalista e professor universitário. Trabalha na RTP, onde apresenta telejornais. Coimo repórter, fez a cobertura de algumas guerras mediáticas: Angola, Timor Leste, África do Sul, Israel/ Palestina, Iraque, Bósnia, Sérvia, Geórgia, Líbano e Líbia. Recebeu vários prémios enquanto jornalista, através da CNN e do Clube Português de Imprensa. José Rodrigues dos Santos ensina jornalismo na Universidade Nova de Lisboa e tem um doutoramento em Reportagem de Guerra.

José Rodrigues dos Santos é jornalista e escritor. Já alcançou o sucesso, não apenas por ser a figura que todos conhecemos da TV e da apresentação dos telejornais, e das reportagens em cenários de guerra, mas também pelos livros que tem escrito: “A Fórmula de Deus” e “O Último Segredo”, “Codex 632”, “O enigma de Einstein”, “O sétimo selo”, “A ira de Deus”, ou “A mão do Diabo”, entre outros.

Há quem o compare a Umberto Eco e Dan Brown. As vendas dos seus livros têm vindo a bater todos os recordes, quer em língua portuguesa, quer noutras línguas (20), em que têm vindo a ser traduzidos.


“A FILHA DO CAPITÃO”
 
"O capitão Afonso Brandão mudou a sua vida quase sem o saber, numa fria noite de boleto, ao prender o seu olhar numa bela francesa de olhos verdes e voz de mel. O oficial comandava uma companhia da Brigada do Minho e estava havia apenas dois meses nas trincheiras da Flandres quando, durante o período de descanso, decidiu ir pernoitar a um castelo perto de Armentières. Conheceu aí uma deslumbrante baronesa e entre eles nasceu uma atração irresistível."
 
«José Rodrigues dos Santos traça-nos um ilustre repertório de factos e acontecimentos relativos à participação portuguesa na 1.ª Guerra Mundial, sob a égide de uma grande paixão em tempo de guerra. Seiscentas páginas de pura homenagem a soldados que, ao lado do oficial do exército português – capitão Afonso Brandão –, lutaram nas trincheiras da Flandres.


(…) O capitão Afonso Brandão é a figura central do romance, filho de gente humilde e nascido nas cercanias de Rio Maior, num meio pobre e rural, que teve a oportunidade que muitos da sua geração e do seu meio não tiveram: estudou para padre, apesar de mais tarde ter sido expulso, seguindo os estudos e preparação para oficial do Exército, carreira que se revelou mais positiva para Afonso do que a da batina.

Enquanto esta personagem nos é apresentada, o leitor vive e respira o Portugal de finais do século XIX e princípios do século XX, desde a ruralidade e pobreza do interior marcadas pela forte influência da religião católica, aos novos acontecimentos que Lisboa vê surgir como o primeiro automóvel, o primeiro cinematógrafo ou, a equipa de futebol que nasceu numa farmácia: o Sport Lisboa e Benfica.


A vida de Afonso Brandão irá mudar radicalmente à luz de um incidente em Serajevo que ganha proporções avassaladoras, tornando-se a ignição para a 1.ª Guerra Mundial.


Em poucas semanas toda a Europa se encontra dividida entre dois blocos beligerantes. Portugal juntar-se-á mais tarde aos chamados Aliados, liderados pela França e Grã-Bretanha, altura em que Afonso Brandão será chamado a participar diretamente na ação, integrado no Corpo Expedicionário Português (CEP), enviado para a Flandres por um Governo sequioso de reconhecimento internacional, na sequência da traumatizante revolução republicana.
Paralelamente às vivências de Afonso, José Rodrigues dos Santos dá-nos a conhecer Agnés Chevallier que habita paragens infinitamente mais distantes para os horizontes portugueses: vive uma vida folgada, num lar feliz onde é mimada e onde lhe é dada a oportunidade de estudar medicina na Sorbonne parisiense.
Neste paralelismo estabelecido entre as personagens principais, surge um ‘Portugal profundo que contrasta com a ânsia por novas descobertas na capital lisboeta e que revela uma oposição ainda maior com o glamour vitícola da região de Bordéus, onde a infância da figura feminina decorre na humildade e na graciosidade digna de uma grande heroína, que para além de bela, possui também uma educação refinada pelas viagens à capital francesa’.
‘Dois ambientes distintos propícios a influenciar as duas personagens principais, mas que não contribuem para o afastamento uma da outra. O rol de acontecimentos históricos mistura-se por isso com a ficção romanesca, com a intriga amorosa contida pela graciosidade de um amor quase impossível que tudo suporta em tempos de guerra’.
 
A paixão surge sob auspícios trágicos de um Pedro e Inês, num cenário de desolação, em que um rude golpe na ofensiva aliada em La Lys, onde se encontrava a Brigada do Alto Minho dirigida por Afonso, irá separar os dois amantes.

‘É um momento anunciado desde o início da obra, pelo que não constitui surpresa. Pode-se dizer que há o antes e o depois. Sendo o primeiro, apesar de ricamente adornado e recheado, um momentum preparatório. Quanto ao depois, será melhor o leitor descobrir por si próprio’.

(…) Os detalhes históricos do país, o ambiente nas trincheiras colocam-nos lado a lado com as personagens, vivendo com elas as mesmas emoções (quase!) trágico-queirosianas, porém um pouco mais rebuscadas e menos coerentes que as do génio português.

"Um texto com substância histórica e rica em realismo que nos fazem render à escrita suave, agradável e envolvente deste escritor", afirma Alexandra Gomes.

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